EDIÇÃO ESGOTADA
“ Perseverai na oração, vigiando com ações de graças (...). Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda à vontade de Deus” (Cl 4.2, 12).
A Bíblia toda está repleta de pessoas que oraram a Deus e foram atendidas (ex: Dn 10.12; Jo 11.41-44). O mais interessante de tudo é que cada oração, dessas personagens narrada nas Escrituras fornece material em abundância sobre os princípios fundamentais que norteiam a oração eficaz, ou poderíamos dizer, que Deus ouve e tem prazer em atender.
Um dos nossos objetivos , ao preparar esta revista, foi o de comentar a profundidade de sabedoria, humildade, temor, intimidade com Deus, ousadia e outras qualidades mais, que a Bíblia nos revela serem imprescindíveis para orarmos do modo que agrada a Deus. Não pudemos obviamente estudar todas as orações das Escrituras, mas um exame cuidadoso, por exemplo, das orações de Moisés (Dt 3.23 – 25), Neemias (Ne 1.5 -11), Daniel (Dn 9), Isaías (Is 6.1,4), Jesus Cristo (Lc 22.41, 42; Jo 11.41, 42) Estevão (At 7.59, 60), Paulo (Ef 1.15-23; 3.14-21) etc, irá atestar a presença dessas, e de outras virtudes mais, que o Espírito Santo quer desenvolver em nossas vidas.
No evangelho de Lucas, encontramos um fato curioso que pode justificar uma revista como esta; vejamos: “Certa feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: Senhor ensina-nos a orar..." (Lc 11.1). Os discípulos sentiram necessidade de aprender a orar. Será que sendo judeus (Mt 23.14), conhecedores de inúmeras “orações” da religião judaica, e outras mais contidas no Pentateuco, não sabiam orar? Podemos crer que os discípulos sabiam orar, mas não da forma como Deus queria que eles orassem. Por essa razão, Jesus Cristo ensinou inúmeras lições sobre o tema, durante seu curto ministério terreno.
Como Deus deseja que oremos? Será que algum dia conseguiremos orar e obter respostas favoráveis de Deus? É evidente que sim, pois, o Cristianismo não é mais uma religião esquisita que exige conhecimentos “secretos” ou extraordinários para ligar o fiel à divindade. Na verdade, à medida que amadurecemos na fé, crescemos e progredimos em nossa espiritualidade, sobretudo, em nossa comunhão com o Pai (o que é uma questão de busca pessoal – Fp 2.12, 13), e com isso iremos orar como Deus quer.
Nossa proposta nestas treze lições é justamente a de fornecer respostas a essas e outras importantes indagações. A oração, seguramente é o mais importante instrumento de crescimento e batalha espiritual de que dispomos, mas é igualmente verdade, que a exploramos pouco. Se combinarmos oração com louvor, ou se soubermos mesclar nossa oração com a música, ou com os salmos, será possível alcançarmos uma dimensão ainda mais profunda de comunhão com Deus. Numa esfera de louvor e adoração ao Pai, tudo pode acontecer livremente (ex: o “êxtase” de Pedro – At 10.10).
Intitulamos a presente revista de A Doutrina Bíblica da Oração, por se tratar de uma importante área da vida cristã e, sobretudo, porque o assunto requer um estudo sistemático, organizado e bem detalhado dos conceitos doutrinários, que fundamentam o tipo de oração que Deus ouve. Existem critérios para tudo, inclusive para a oração eficaz. Então, bom estudo e boa e intensa vida de oração!
Walter Bastos
Diretor JUNEC
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