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| Edição 56 - O Livro de Tiago |
"Mas, alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé (...). Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" (Tg 2.18 e 26)
O texto supra, pode representar tranquilamente o livro de Tiago, mas não há dúvidas de que o tema das obras em conjunto com a fé, é somente um, dentre tantos outros de importante valor doutrinário, que é tratado nessa magnifica epístola do Novo Testamento.
Louvamos a Deus pela vida do pastor José Hélio por sua iniciativa em comentar os principais assuntos contidos na carta universal de Tiago. Mais uma vez, eu recomendo que essas treze liçõessejam estudadas e seu conteúdo arquivado para futuras pesquisas. Temos em mãos um valioso material exegético do livro de Tiago.
Tudo indica que essa carta, de 108 versículos, foi escrita por um dos irmãos de Jesus Cristo (Gl 1.19), que inclusive, ao lado dos apóstolos, era uma importante liderança na Igreja Primitiva (At 12.17; 15.13-21; 21.18-26; 1Co 15.7; Gl 2.9 e 12). A tradição defende que o autor de Tiago foi martirizado pelos judeus por volta do ano 62 da nossa era.
O NT relata a existência de três pessoas de grande importancia para o cristianismo, cujos nomes eram Tiago. O primeiro era o apóstolo Tiago filho de Zebedeu (Mt 10.2) que foi morto por Herodes Agripa I (At 12.2). O segundo também era uma dos apóstolos de Jesus, cujo pai se chamava Alfeu (Mt 10.3). Por último, figura Tiago, filho de José e Maria, portanto, irmão de Jesus. Os estudiosos, na sua grande maioria são dessa opinião. Há indícios fortes para isso! Por exemplo, é inegável a semelhança que há entre o ensino de Tiago e o de Jesus; outra coisa, se compararmos essa carta com os capítulos 5 a 7 de Mateus (Sermão do Monter) perceberemos inúmeros paralelismos.
Se resumíssemos a epistola de Tiago, diríamos que ele em seus escritos (conselhos, avisos e mandamentos) destacou os deveres práticos da fé cristã. Não há qualquer contradição entre a salvação pela fé, claramente tratada nas cartas paulinas (ex: Ef 2.8, 9) e as obras destacadas pro Tiago em sua carta. Para Tiago as nossas obras põem em evidência a nossa salvação (Mt 5.15, 16). Com outras palavras, concordamos com Tiago de que a salvação deve destacar nossas obras, ou que somos salvos para fazer obras. Mas esse tema tão intrigante também é explanado, com maestria, pelo pastor José Hélio na lição sete.
Por fim, fechando o comentário da epístola de Tiago, bem explanada aqui nessa revista, tratando o tema do poder da oração; conforme o texto: "E a oração da fé salvará o doente; o Senhor o levantará. Se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados" (Tg. 5.15). Na semelhança de um dos maiores profetas bíblicos, Elias, que orou a Deus e este lhe respondeu (Tg 5.17, 18), somos aconselhados a investir mais tempo nesse maravilhoso hábito de fé, para experimentarmos, a cada dia, das ricas bênçãos de Deus, o nosso bondoso Pai.
Pastor Walter Bastos;
Diretor JUNEC

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